Cidades

Carnaval registra 1.040 chamados por perturbação do sossego e 102 casos de violência contra a mulher

Dados dos três primeiros dias concentram 70% das ocorrências atendidas pela polícia

Por Tribuna Hoje com agências 17/02/2026 12h35
Carnaval registra 1.040 chamados por perturbação do sossego e 102 casos de violência contra a mulher
Viaturas da Polícia Militar durante atendimento de ocorrências no período do Carnaval em Maceió e região metropolitana - Foto: Ascom PM/AL

Nos três primeiros dias de Carnaval, Maceió e a região metropolitana somaram 1.040 registros de perturbação do sossego. O número corresponde a cerca de 70% de todos os chamados recebidos pela Polícia Militar no período. No mesmo intervalo, foram contabilizados 102 casos de violência contra a mulher, com oito prisões efetuadas.

De acordo com o coordenador das ações na capital e região metropolitana, major Fonseca, as ocorrências de som alto exigem resposta imediata, inclusive em situações envolvendo idosos e crianças, o que retira viaturas de áreas com maior risco e horários mais sensíveis. “Mesmo sem violência, são atendimentos que demandam tempo e recursos”, afirmou.

Procedimentos e prisões

Segundo a Polícia Militar, nem todo atendimento por perturbação do sossego resulta em Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Em casos menos graves, o som é reduzido após orientação. Já nas situações recorrentes ou mais graves, o TCO é lavrado e o equipamento sonoro apreendido.

Dentro dos 30% restantes dos chamados, estão os registros de violência contra a mulher. Os 102 casos contabilizados nos três dias envolveram, em sua maioria, agressões. O major informou que, sempre que há indícios de crime, a polícia realiza a prisão do agressor, o que resultou em oito detenções no período analisado.

Orientação à população

A orientação da Polícia Militar de Alagoas é para que vítimas e testemunhas denunciem imediatamente pelo telefone 190. Segundo o comando, todas as ocorrências de violência doméstica recebem atendimento e não devem ser silenciadas, diante do risco de agravamento e possível evolução para feminicídio.

A corporação informou que seguirá divulgando balanços até o fim do Carnaval, incluindo eventos na Quarta-feira de Cinzas, para acompanhamento dos dados e adoção de medidas operacionais.